Você acorda de manhã, pensa no trabalho que vai fazer hoje, e algo em você responde com um sentimento estranho, doído. Não é exatamente raiva, mas também não é entusiasmo. Você segue em frente porque precisa, mas tem uma voz lá atrás que fica perguntando: é pra isso que eu me formei? É isso que eu vou fazer pelo resto da minha vida?
Não é falta de esforço. Você já tentou mudar de emprego, fazer um curso, mudar de área. O problema é que o padrão vai junto. Porque ele não está no emprego: está na forma como você olha para a própria trajetória.
A maioria das pessoas nunca teve um espaço, de verdade, para sentar e olhar para a própria história com calma. Sem pressa, sem julgamento, sem aquela pressão de já ter que ter a resposta certa. É por isso que a dúvida continua lá, mesmo depois de tudo que você já tentou.